Um olhar sobre as corridas

Vencedor do Circuito de Vila Real, mora no Museu do Caramulo

Vencedor do Circuito de Vila Real, mora no Museu do Caramulo


 


Em qualquer altura do ano poderá visitar ou conhecer o Bugatti T 35 B de 1930, que venceu o circuito de Vila Real em 1934, pilotado por António Herédia.


Era o modelo mais potente da Bugatti e que mais vitórias conquistou nos grandes prémios nos finais dos anos 20, tendo sido fabricadas apenas 40 unidades, até ao final de 1931, foram registados 31 Bugatti em Portugal


Adquirido por Henrique Lehrfeld em Paris em 1930, fez a estreia do seu novo Bugatti a 4 de Agosto de 1930, no "Quilómetro de Arranque de Setúbal" com uma vitória a 118 km/h.


Participou em inúmeras provas, conseguiu o recorde nacional do "Quilómetro Lançado" alcançado no Mindelo, a 9 de Novembro de 1930, à média de 194,122 km/h,  


De destacar


3.º lugar na "Rampa da Rabassada" (Barcelona),


5.º lugar no "G.P. de la Baule" (França)


o 2º lugar da geral na "Gávea" (Rio de Janeiro) em 1935.


Em 1934 obteve a vitória mais importante no Circuito de Vila Real, desta vez conduzido por António Guedes Herédia,


Voltou ao circuito de Vila Real em 1937, e com o seu proprietário, Henrique Lehrfeld, foi 6º classificado Categoria Corrida,



Um destes cartazes recorda-me a primeira visita que efectuei com os meus pais ao Museu, depois de muito insistir, mais uma promessa cumprida, após as férias na praia de Vieira de Leiria. Foi certamente o meu primeiro contacto com tão fantástico bólide.


 


A 15/01/1987 na revista Auto Mundo, vejo a primeira foto  do Bugatt em prova, a ilustrar a entrevista realizada por Luís Pinto de Freitas, sob o título “D. António Herédia o que é feito de si?” aparece uma foto do Bugatti, que o entrevistado utilizara na prova vila-realense.


A dada altura, pode ler-se na entrevista : “Fui várias vezes a Vila Real, a primeira vez num MG, em que tive o azar de me cair o carburador, e acabei em 5º. No ano seguinte fui na “Bugatti” do Lehrfield  que é hoje do DR. João Lacerda”.


 


 Um dos postais editado pelo Museu do Caramulo, no qual fiquei a conhecer a cor do bólide.


 


Uns anos mais tarde, no Nº 1 da revista Auto Clássico, de Janeiro de 1992, o Bugatti é capa de revista e é lá que fico a conhecer algumas das suas características:


8 cilindros com compressor


2261 c.c.


140 HP


209km/h


E onde se destaca uma importante participação “nomeadamente em 1969 no desfile histórico antes das 24 horas de Le Mans , dando 7 voltas ao circuito,”


 


A revista Automotor, em 1993 sob o tema: " Frente a frente-Compressor e turbo-Gerações Bugatti em confronto o passado e o presente das tecnicas de sobrealimentação utilizadas pela mitica Bugatti " o confronto entre o Bugatti EB 110 e o T 35B da autoria de Tiago Farias e fotos Bugatti e Kevin KniGHT. 


 


No 1º número do Jornal dos Clássicos, encontro um artigo de João Lacerda, publicado em Março de 1996 e sob o tema “A Bugatti é a minha paixão” refere os Bugatti que correram em Portugal, constata uma realidade,  ” Confirmadamente , hoje é sabido que os modelos iguais ao meu 35B saíram de fabrica em numero de 40, entre 1927 e 1930, numerados como Bugatti verdadeiros . Nem mais um. Sabemos hoje, comprovadamente que existem 48! O que só pode garantir que 8 terão sido “inventados”  e que , dos originais 40 decerto que  volvidos estes anos todos alguns desapareceram. Portanto em que ficamos?”


 


Numa das minhas visitas ao


 Museu do Caramulo, no século passado, quando ainda estava muito bem acompanhada


Matricula: AA-02-52


Type 35 B 1930


Henrique Leherfel


João Lacerda


e


Matricula: S-1523 ,AB-15-23


Type 35 A 1926


Abílio Nunes dos Santos


Jacques Touzet


 


                                                                             FICHA TÉCNICA


                Ano       1930


                País        França


                Potência              135 CV


                Nº. de Cilindros                8


                Cilindrada           2.262 c.c.


                Velocidades       4


                Peso      750 Kg


                Velocidade máxima       208 Km/h


                Nº. de Chassis   4952


                Nº. de Motor    209 TC


 


 


Em Junho de 2001, no Jornal dos Clássicos enontramos novamente o mitico automóvel, num texto de Adelino Dinis e fotos de Fábio Praça


Bugatti 35 B Puro sangue de corrida


A Esfinge Azul


“O Bugatti 35 B a ultima evolução do mítico Type 35 o modelo mais importante da historia da marca. O exemplar que se encontra no museu do caramulo é um dos mais originais do mundo e é um dos automóveis mais importantes da historia do nosso automobilismo”,


 


Voltou novamente a Vila Real em 2004, aquando do Vila Real Revival  como nos mostra  e ou relembra  a foto gentilmente cedida por Rui Queiroz.


 


Caramulo 2008



 


 


http://manueldinis.blogs.sapo.pt/155911.html


Em 2012 durante a visita ao museu, integrada no Passeio de Clássicos Lamego Caramulo.


 


 


Auto Vintage nº 25 Setembro 2012


Bugatti e Caramulo um casamento perfeito


Bugatti T 35 B a fundo com texto de Pedro Diogo e fotos de Rui Correia.


 


“ Poder conduzir um carro de “Grand Prix” e ainda por cima dos tempos em que os pneus eram estreitos e os pilotos é que eram largos é, acredite-se, uma das sensações mais incríveis que alguém pode experimentar) … (Enquanto é preparado para o pequeno teste – é preciso fazer mesmo muita coisa - não me canso de olhar para um dos automoveis em que não bastou ser superior aos riveis da época de forma esmagadora, tambem foi /´um dos mais bonitos de sempre !)…( primeiro ao lado de Tiago Patrício Gouveia, que, como sempre, irá pacientemente explicar-me como é que se anda naquilo)…”. 


Agora é possível admirá-lo no Museu do Caramulo ou anualmente durante o seu Motorfestival no início de Setembro.

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