IX Passeio Aleu 2007 parte 3
Descida para a Régua e passagem para a outra margem, na barragem dos Bagaúste.
Pela margem esquerda do rio Douro e consequente passagem para a margem direita pela ponte metálica, para uma breve paragem no Pinhão.
A íngreme e sinuosa estrada até Sabrosa, antecedida de uma breve paragem e da oferta imediata de cerejas.
Passagem por S. Martinho de Anta,
Ao lado direito estava o celebre negrilho a quem Miguel Torga dedicou o belo poema
A um Negrilho
.
S. Martinho de Anta, 26 de Abril de 1954
Na terra onde nasci há um só poeta.
Os meus versos são folhas dos seus ramos.
Quando chego de longe e conversamos,
É ele que me revela o mundo visitado.
Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
E a luz do sol aceso ou apagado
É nos seus olhos que se vê pousada.
Esse poeta és tu, mestre da inquietação
Serena!
Tu, imortal avena
Que harmonizas o vento e adormeces o imenso
Redil de estrelas ao luar maninho.
Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso
Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!
Miguel Torga in Diário VII (1956)
Foto: in Árvores Monumentais de Portugal, Ernesto Goes (Portucel, 1984)
Este negrilho (ou ulmeiro) entretanto começou a secar e morreu. À sua frente foi plantada uma nova árvore da mesma espécie (Ulmus minor). O Velho lá continua, ainda mais reduzido do que se pode ver numa das páginas (Lugares> Largo do Eirô) dedicadas a Miguel Torga, do excelente projecto viajar com... os caminhos da literatura, mas mesmo assim, monumental, impressionante.
Receita:
Para estes basta um alicate e uma lima.
Entretanto alguém pensava baixinho.
O vinho tomou o nome do Porto, mas é nestas margens do Douro, o país do vinho fino, onde Baco protege os seus jardins e os inúmeros estabelecimentos onde é possível fazer libações desse precioso néctar dos deuses. Mas agora um tanto ou quanto banido, por força da lei proporciona momentos de insatisfação, amargura e principalmente de muita sede.
Regresso a Vila Real
Um carro no seu estado original..
Os vencedores do concurso de elegância.










